quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Consumo de ecstasy não diminui a capacidade cognitiva

Investigadores advertem que apesar desta conclusão a droga é prejudicial para a saúde

O consumo de ecstasy (metilenodioximetanfetamina - MDMA) não provoca diminuição da capacidade cognitiva, revela o estudo mais recente sobre a droga, publicado agora na «Addiction», contrariando o que afirmavam trabalhos anteriores. Financiada pelo Instituto norte-americano sobre o Abuso de Drogas (NIDA), a investigação evitou os “erros” de estudos anteriores.

Como afirma um dos autores, John H. Halpern, em comunicado da NIDA, “os investigadores sabiam há já muito tempo que os estudos anteriores sobre o consumo de ecstasy tinham problemas e que deviam ser corrigidos. Esta foi uma oportunidade de conceber uma experiência melhor e promover o conhecimento sobre a droga”.

Os investigadores tentaram resolver quarto problemas que tinham comprometido os estudos anteriores. Assim, os não consumidores escolhidos para esta experiência, frequentavam, como os consumidores, a subcultura das "raves", pelo que estavam expostos também a privação do sono durante a noite.

Depois, estes participantes não consumiram álcool nem outras drogas antes da experiência. Foram também escolhidos consumidores de ecstasy que não consomem normalmente outras drogas, isto para não haver o risco de se confundirem os efeitos. Os investigadores tiveram também o cuidado de escolher pessoas que não sofressem de qualquer distúrbio mental.

Apesar de os resultados revelarem não haver diminuição da capacidade cognitiva, os cientistas advertem que o consumo da droga é prejudicial a outros níveis. As pílulas que se compram ilegalmente contêm normalmente contaminantes que podem provocar muito danos. “Não existem advertências, etiquetas nem supervisão médica”, dizem.

Efeitos como desidratação, náuseas, hipertermia, hiponatrémia ou hipertensão são comuns, e, embora raro, pode haver risco de morte por overdose.

retirado de: (http://www.cienciahoje.pt/index.php?oid=47514&op=all)

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